10 CURIOSIDADES SOBRE A ITÁLIA

Itália é uma república parlamentar unitária localizada no centro-sul da Europa. Ao norte, faz fronteira com França, Suíça, Áustria e Eslovênia ao longo dos Alpes. Ao sul, que consiste na totalidade da península Itálica, Sicília, Sardenha, as duas maiores ilhas no Mar Mediterrâneo, e muitas outras ilhas menores ficam no entorno do território italiano. Os Estados independentes de San Marino e do Vaticano são enclaves no interior de Itália, enquanto Campione d’Italia é um exclave italiano na Suíça. O território do país abrange cerca de 301 338 km² e é influenciado por um clima temperado sazonal. Com 60,6 milhões de habitantes, é a quinta nação mais populosa da Europa e a 23ª do mundo. O termo Mezzogiorno indica, para fins sociais, econômicos e políticos, o sul da Itália. Historicamente, o Mezzogiorno compreende o território do antigo Reino das Duas Sicílias, mais uma parte do Lácio.

1 – Sul da Itália: onde o mundo se encontra:

Se o Norte italiano costuma ficar registrado na memória dos viajantes pela opulência, luxo e formalidade, o Sul deste belo país é todo rusticidade, no melhor dos sentidos. A porção meridional da península exala o autêntico espírito da Itália. Tanto Nápoles , no continente, como as grandes ilhas adiante, Sicília e Sardenha , fazem a viagem valer a pena – e muito.


Isola Rossa, belo cenário a noroeste da Sardenha

2 – Os italianos sempre comem macarrão:

Bem, muita gente acha que os italianos comem macarrão em cada refeição e todos os dias só porque o macarrão é italiano e a Itália é o seu maior exportador, mas não é inteiramente verdade… Na Itália existe muita variedade de alimentos e também há muitos restaurantes diferentes por todo o países. O fato é que a Pasta é o carro chefe de uma gastronomia muito rica e diversificada.

3 – Por que eles falam gesticulando muito?

Os italianos têm o hábito de falar gesticulando muito. Eles fazem isso para atrair a atenção do ouvinte, se expressarem melhor e para dar um tom mais “emocional”. No entanto, é sobretudo uma tradição. Lembre-se: a melhor maneira de fazer uma pessoa italiana prestar atenção é vincular suas mãos.

4 – Os italianos são muito religiosos:

Os italianos levam muito a sério a religião, ou pelo menos aqueles que acreditam.
Pode soar estranho, mas alguns deles dependem de um exorcista. Há cerca de 500.000 visitas por ano de exorcistas! No entanto, o número de pessoas religiosas está indo para baixo ao longo dos anos e há mais e mais ateus.

5 – Os italianos falam sobre o “mal” da Itália, mas não quer que os outros façam:

Geralmente, os italianos não têm nenhum problema em falar sobre as falhas de seu país e seu povo, mas quando os outros estão criticando Itália eles não gostam. Esta atitude pode ser vista especialmente em redes sociais ou na Internet em geral. Especialmente pela tão amada Azzurra, a seleção de futebol italiana, grande paixão nacional.

6 – Os garfos chegam primeiro na Itália e depois em outras cidades europeias por causa da pasta:

O garfo provavelmente foi inventado pelo Império Romano na época do Império Bizantino e começou a ser usado pelos romanos e gregos como um item de luxo, mas com a queda do Império Romano do Ocidente desapareceu quase totalmente. Graças aos italianos, que retomaram os garfos para comerem melhor as massas e se espalharam para outros países europeus.

7 – A tradição do aperitivo:

Os italianos são muito tradicionais quando se trata das refeições. Um dos hábitos clássicos é tomar uma bebida antes do jantar. Basicamente, é uma oportunidade de conhecer e conversar enquanto você come e bebe alguma coisa. Normalmente, esta bebida é tomada em bares e restaurantes e começa em cerca de seis horas e pode durar até dez horas da noite ou até mais. Às vezes, é tão satisfatório que pode substituir o jantar!

8 – O romance de Pinocchio é italiano:

Sim, “Pinocchio”, um dos personagens mais populares da literatura infantil, foi escrito por um italiano, Carlo Collodi em 1883.

9 – Os italianos não utilizam o telefone durante as refeições:

Outra tradição italiana durante as refeições é geralmente não usar o celular durante o almoço ou jantar, especialmente quando estão com amigos e familiares. Na verdade mais do que uma tradição, é um gesto de cortesia. Na verdade, pode parecer rude estar no telefone, em vez de falar com outras pessoas à mesa.

10 – Os dialetos Italianos:

Há então a lingual territorial, em que os vários dialetos são descendentes. Segundo o site Ethnologue, é o Napolitano o dialeto mais generalizado com 5,7 milhões de falantes. Seguido pelo Siciliano (4,7 milhões de falantes), o Veneto (3,8 milhões), o Lombardo (3,6 milhões) e o Piemontese (1,6 milhões). Esses são alguns principais falados no Sul da Itália.

Os Benefícios do Presunto Cru

Feito com a carne suína, especificamente a perna traseira do suíno, geralmente do meio da canela até a articulação entre o fêmur e o ílio. A extensão do corte varia de produtor pra produtor e os únicos ingredientes encontrados em sua composição são a carne, sal e tempo. O processo de cura que dura até doze meses. As peças não recebem conservantes nem aditivos químicos, por isso, é praticamente livre de colesterol. No processo de cura, o presunto fica em ambientes ventilados, é quando o aroma dos bosques da região dá um sabor especial à carne.

O pigmento natural presente nos presuntos cru é denominado zinco-porfirina. Uma substância importante, fonte de zinco e associado à vitamina C. O zinco favorece o aumento de resistência por parte do sistema imunológico. Possui um total de lípidos elevado, graças ao seu elevado teor de ácidos gordos insaturados (64,9%), essas boas gorduras que são boas para a saúde, tais como o ácido oleico (45,8%), uma gordura monoinsaturada que ajuda a reduzir os níveis de colesterol ruim no sangue (LDL-Colesterol), sem reduzir os de HDL-Colesterol, o que protege contra doenças cardiovasculares. Comer presunto cru significa ajudar a atender aos níveis diária recomendada de ingestão de vitaminas B, mas também proporcionar uma boa parte dos minerais preciosos com alta biodisponibilidade que são absorvidos facilmente pelo corpo, como o ferro.

Presunto de Parma também provou ser um excelente alimento que ajuda a combater e inibir a ação de radicais livres, a principal causa de doenças do envelhecimento e degenerativas, e restaurar o equilíbrio fisiológico do corpo, graças à presença de antioxidantes naturais tais como a vitamina E e selênio. O presunto cru está presente na dieta do Mediterrâneo.

Harmonizando Alimentos com Vinho

Para harmonizar um bom vinho com sua pizza predileta precisamos ter em mente os ingredientes do prato para conseguirmos harmonizar sem problema. A base das pizzas é queijo e molho de tomate, então é necessário escolher vinhos com acidez elevada para quebrar a gordura do queijo e frutados pra não deixarem que a acidez do tomate se sobressaia. Os brancos são excelentes opções, já para os tintos, não opte pelos encorpados e alcóolicos, pois deixarão tudo muito pesado, o ideal é harmonizar com vinhos jovens, refrescantes e de corpo mais leve. Com vinhos de maior acidez, até sua digestão será beneficiada, principalmente se a pizza for a noite.

O conceito básico para se fazer a harmonização é o bom senso, para haver equilíbrio entre o vinho e a comida. Dessa forma, cada termo da equação deve se equilibrar com o outro, de tal forma que o vinho não sobrepuje o prato, e vice-versa. O molho influencia a escolha do tipo de vinho.

Algumas regras gerais buscando a harmonização por semelhança:
1 -Vinhos com aromas discretos > Comida pouco condimentada
2 -Vinhos com aromas potentes > Comida com boa presença aromática
3 -Vinhos jovens e frutados > Pratos simples e rústicos
4 -Vinhos de guarda evoluídos > Pratos refinados
5 -Vinhos leves > pratos com molhos magros
6 -Vinhos mais estruturados > Pratos com molhos suculentos

A cor do vinho deve ser semelhante à da comida. Um delicioso e aromático Gewürztraminer da Alsacia acompanha muito bem pratos da cozinha tailandesa; assim como um jovem e descomplicado Malbec acompanha muito bem um bom churrasco. Já um Osso Buco fica divino ao lado de um bom Barolo.

Carina Cooper, sommeliére da Vinícola Salton, dá duas dicas importantes: “Para a pizza de 4 queijos sugiro um Chardonnay com acidez boa, para poder enfrentar a gordura dos queijos e, para a pizza portuguesa, que leva muitos ingredientes – até mesmo ovos que são de difícil harmonização -, eu sugiro um Jerez Fino, bem seco, um dos poucos vinhos do mundo capazes de fazer frente aos ovos”, ensina Carina.

Harmonizando espumantes:

Espumante também é vinho, trata-se de um tipo de vinho feito com dupla fermentação, uma natural e uma segunda fermentação onde surge a perlage (as borbulhas). O champagne é o mais famoso e desejado vinho espumante.

Champagne: Título exclusivo dos espumantes fabricados na região de Champagne na França. Um bom champagne harmoniza muito bem com todos os tipos de queijo, canapés, foie gras. No entanto, a região de Champagne produz, em grande maioria, vinhos espumantes (brancos ou rosados) chamados simplesmente de champanhe, sem mais especificações. Eles são produzidos obrigatoriamente à base apenas das uvas chardonnay, pinot noir e pinot meunier.

Brut: Cai bem com entradas, saladas, grelhados leves e peixes. Acompanha aperitivos e frutos do mar e harmonizam perfeitamente com sushi e outros pratos à base de peixe cru.

Demi Sec: Harmoniza muito bem com sobremesas, doces e frutas. De acidez leve, combina perfeitamente com o sabor adocicado das sobremesas. Pode também combiná-lo com grelhados leves e peixes.

Prosseco: Combina com canapés, aperitivos, saladas, peixes e comida japonesa.

Harmonizando Vinhos Brancos:

O vinho branco é muito consumido no verão por ser um tipo de vinho servido em baixas temperaturas, o que refresca o paladar. Caem bem com comidas leves como carnes brancas, peixes e saladas.

Chadornnay: Combina perfeitamente com queijos suaves, queijos fortes, sanduíches, carne de porco. Também com carne de ovelha, massas com molhos encorpados, salmão, atum, mariscos e frutos do mar.

Pinot Gris: Harmoniza com queijos suaves, sanduíches, comida asiática, carne de porco, aves, massas com molhos suaves e frutos do mar.

Riesling: Muito utilizado em coquetéis, harmoniza perfeitamente com aperitivos, sanduíches, comida asiática. Também com churrasco, carne de porco, aves, atum, mariscos, frutos do mar e frutas e sobremesas.

Sauvignon Blanc: Ótimo com aperitivos, queijos suaves, comida asiática, carne de porco, aves, massas com molhos suaves, salmão e frutos do mar.

Harmonizando Vinho Rosé:

Se você procura um vinho refrescante, o rosado é o mais indicado. Também servido gelado é uma ótima pedida nos dias quentes. Combinam com aperitivos, queijos suaves, sanduíches, comida asiática, carne de porco, aves, massas com molhos suaves, saladas, salmão, atum, mariscos, frutos do mar, frutas e sobremesas.

Harmonizando Vinho Tinto:

O vinho tinto acompanha muito bem pratos suculentos como um Polpetone. Em dias frios é excelente para esquentar o corpo, além de ser o tipo de vinho mais consumido no mundo.

Pinot Noir: Harmoniza perfeitamente com queijos leves, carnes vermelhas magras, carne de porco, aves, carneiro, massas com molhos encorpados, atum, salmão e frutos do mar.

Cabernet Sauvignon: Combina muito bem com queijos fortes e carnes vermelhas, como a de cordeiro.

Beaujolais: Esse vinho é um coringa no mundo dos tintos, pois possui leveza e harmoniza com diversos pratos, entre eles: aperitivos, queijos leves, sanduíches, carnes vermelhas, carne de porco, comida asiática, massas leves, aves, salmão, frutos do mar, frutas e sobremesas.

Malbec: Foi adotado como o vinho oficial do churrasco no Brasil. Perfeito com um bom corte de picanha. A suculência da carne empresta frescor ao vinho que, com sua potência ajuda a “quebrar” as fibras da carne. Um clássico.

Merlot: Reconhecido pelo seu sabor marcante, combina com todos os tipos de queijo, churrasco, ovelha. Perfeito para churrasco de carnes vermelhas como um bom entrecôte ou um bife ancho, massas com molhos encorpados e aves.

Tipos de Decanters

Existem basicamente duas razões para se decantar um vinho; para separar o liquido de seus sedimentos (decantação) em vinhos não filtrados, como na grande maioria dos vinhos de longa guarda, e para “amaciar” os vinhos mais jovens e de média guarda e nesse caso o termo correto a ser aplicado é aeração, mesmo que isso seja feito num decanter. Há 20 ou 30 anos atrás, os vinhos ficavam envelhecendo em garrafa, por três, quatro ou mais anos, nas adegas do produtor antes de serem colocados no mercado, chegando ao consumidor mais amistosos e prontos a beber.

Normalmente feito de vidro ou cristal (materiais neutros que não comprometem a qualidade do vinho), o decanter não varia muito de forma: uma base espaçosa que proporciona o maior contato do vinho com o oxigênio, seguido de um pescoço longo e uma entrada média.

Podem-se encontrar alguns modelos mais trabalhados e detalhados que outros, mas apenas como função decorativa. Existe, por exemplo, um decanter chamado bico de cisne, por causa do seu formato. Outros têm as bases mais longas, ou o pescoço mais verticalizados, mas as finalidades serão sempre as mesmas.

5 tipos de decanters:

– Padrão

– Cornetto

– Cisne

– Pato

– Areador

Massas Italianas

As massas italianas, como o espaguete e o macarrão, são ingredientes culinários feitos com base de farinha, geralmente de trigo, a que se dá várias formas que depois são cozidas em água e servidas com diferentes molhos.

As formas de massas alimentícias vão desde lâminas para lasanha, a canudos como o macarrão, fios de diferentes espessuras, como o spaghetti ou a aletria, ou ainda pequenas figuras como letras, pevides, conchas, espirais e muitas outras. Para fazê-las, a massa pode ser aberta com um rolo da massa até ficar da espessura desejada e depois cortada de várias formas; as formas cilíndricas são geralmente feitas numa máquina. Depois de preparada, a massa pode ser imediatamente cozida – a massa fresca – ou seca num forno pouco quente, para lhe retirar a maior parte da água, sem modificar o amido – esta massa seca pode ser guardada sem se estragar durante vários meses.

Para além da massa básica, composta apenas de farinha, água e sal, elas podem também ser coradas, quer com corantes artificiais, quer adicionando à massa básica puré de espinafre ou de cenoura, podem ser enriquecidas com ovo e podem ainda ser recheadas, como nos raviolis.

Por muito tempo se discutiu sobre que povo teria inventado o spaghetti e as massas em geral: os chineses, os árabes ou os italianos. A origem até recentemente admitida era aquela da origem árabe, na forma do spaghetti seco, a chamada Itrjia que entrou na Europa quando do domínio árabe na Sicília no século IX. Aí essa massa foi sendo mais elaborada desde sua chegada a Trabia, próxima a Palermo. A Sicília ficou sendo a “pátria” dessa iguaria até ser substituída por Nápoles já no século XVIII.

Outra teoria sobre a chegada na Itália do spaghetti atribui essa feito a Marco Polo que teria trazido essa novidade na volta de sua viagem à China entre 1271 e 1295. Hoje, sabe-se que já havia registros de spaghetti e maccheroni na península anteriores a essa data.

Embora os mais antigos registros escritos em chinês acerca do spaghetti datassem dos anos 25 a 220 DC, durante a Dinastia Han “Oriental”, essa massa alimentícia era bem mais antiga. Os árabes teriam sido apenas o veículo da entrada na Europa dessa invenção chinesa. Na Itália, foram encontrados sinais deste tipo de alimento em frescos etruscos do século IV a.C. e nas ruínas de Pompeia, juntamente com outros objetos chineses, demonstrando que a rota da seda tinha sido estabelecida pelo menos no século I a.C..

A forma mais simples de servir as massas é cozida em água e servidas com diferentes molhos, como o molho de tomate ou o pesto, ou como prato principal, em que o molho pode conter carne, peixe ou mariscos, ou ainda vários tipos de vegetais. O hábito italiano de polvilhar o prato de massa com queijo ralado tornou-se também uma moda quase universal. Outra forma simples de servir as massas, principalmente as de pequeno tamanho, é nas sopas. A massa guisada, em que a massa é cozida dentro do molho, é também uma forma usual de preparar este tipo de alimento. O macaroni and cheese, muito apreciado nos Estados Unidos, é uma forma diferente de preparar a massa, que é cozinhada numa mistura de leite e queijo fundido, normalmente a do tipo denominado cotovelo, ou seja, um pequeno canudo curvo. Existem ainda os pratos de massa assados no forno, como a lasanha e os canelones ou na forma de empadão. Finalmente, as massas podem ainda fazer parte da sobremesa, ou seja, cozinhadas com leite e açúcar, como a aletria.

As massas preparadas na Itália podem ser classificadas, de acordo com a forma, nas seguintes categorias:

Massas longas:
-seção redonda: como spaghetti e vermicelli
-seção perfurada: como bucatini e ziti
-seção retangular: como trenette e linguine
-seções largas: como lasanha e reginette
Massas com forma de ninho ou bobina:
-de grande espessura: como pappardelle
-de espessura reduzida: como capellini, tagliolini e fettuccine
Massas curtas:
-maiores: como rigatoni, sedani, fusilli, penne, tortiglioni, farfalle e garganelli
-menores: como pipe, conchiglie, ditali e orecchiette
-massas pequenas (específicas para uso em sopas): como quadrucci, stelline e ditalini
Massas recheadas: como tortellini, ravioli, agnolotti e canelone

Os Benefícios dos Cogumelos

Shitake, shimeji, champignon, cogumelo-do-sol, diferente do que muita gente pensa os cogumelos não são plantas e sim fungos com grande valor nutricional. Suas principais propriedades são a presença mínima de gordura, sódio e colesterol. O que ajuda no tratamento e prevenção de doenças como o câncer, diabetes, anemia, entre outras. Entenda como estes e outros tipos podem te ajudar.

Existem cerca de 4,5 mil espécies de cogumelos comestíveis no mundo. Entre os mais conhecidos estão:

Shiitake: apresenta coloração escura e píleo (aquele “chapeuzinho”) largo. Bom para saladas, massas, molhos e risotos.

Shimeji: nas cores preto e branco, tem um píleo menor. Delicioso quando grelhado e como acompanhamento de carnes.

Funghi: de origem italiana, esse tipo é bastante utilizado em massas, risotos e molhos. O termo significa cogumelo em português e é popularmente conhecido como funghi secchi ou cogumelo seco.

Champignon de Paris: o tipo mais consumido no mundo é também o mais popular no Brasil. Pode ser ingerido fresco ou em conserva. Apresenta coloração branca e fica perfeito em estrogonofes e saladas.

Portobello: de cor parda, tem textura mais rígida que o champignon e aroma levemente pronunciado. Bom consumido fresco e com o chapéu aberto em massas.

1. Prevenir câncer

Depois de descobrirem que em países como China e Japão, grandes consumidores desses alimentos, o índice dessa doença era bem menor comparado ao resto do mundo, cientistas decidiram investigar a relação entre a ingestão de cogumelos e a menor presença de tumores. “Foi constatado que esses vegetais não só têm um efeito na prevenção como auxiliam no tratamento contra o câncer, reduzindo os efeitos colaterais da quimioterapia”, conta a bióloga Sascha Habu, professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Estudos preliminares apontam a relação entre o cogumelo e o tratamento do câncer, isto porque o alimento é rico em beta-glucanas, especialmente a lentinana. “Essa substância estimula o sistema imunológico, especialmente células chamadas de natural killer que destroem as células cancerígenas”, explica o oncologista e mastologista Jorge Laerte Gennari.

2. Regula os níveis de colesterol

O cogumelo regula os níveis de colesterol, isso se deve a falta de gordura ou lipídeos. Podemos dizer assim que esse fungo é a chamada proteína magra o que provoca a queima de gordura. A fibra também diminui o nível de colesterol ruim, ajudando a aumentar o HDL ou colesterol bom.

3. Perder peso

Se o seu objetivo é eliminar uns quilinhos, incluir shitake, shimeji e afins no cardápio é uma excelente pedida. É que, além de serem fontes de proteínas e fibras – importantes para dar saciedade -, os cogumelos apresentam baixo teor de lipídios e calorias. Para ter ideia, em 100 gramas do alimento há menos de 1 grama de gordura e não mais do que 40 calorias.

4. Melhora o funcionamento do intestino

Graças às boas doses de fibras, os fungos também são excelentes para quem sofre com a prisão de ventre, já que essas substâncias melhoram o funcionamento intestinal.

5. Aumentar a imunidade

Esse é um dos maiores méritos dos cogumelos e o crédito vai para as chamadas fibras betaglucanas. Elas estimulam linfócitos T – principais células de defesa do nosso corpo – a produzirem citocinas, moléculas que deixam o sistema imune pronto para qualquer ataque. Com isso, bactérias, vírus e até tumores têm mais dificuldade de se instalar.

6. Combate a anemia

O cogumelo contém ferro o que irá combater a anemia. Note que anemia é uma condição que afeta grande parte da população, basicamente isso se deve a falta de ferro no sangue. Por isso, surgem manchas no rosto fadiga e dores de cabeça.

É interessante que o cogumelo pode provocar a absorção de 90% do valor nutritivo do ferro no organismo, o que aumenta a produção das células vermelhas no sangue.

7. Resguardar o coração

Segundo o Mushrooms and Health 2014: Clinical and Nutritional Studies in Humans, relatório da agência de pesquisa científica australiana CSIRO, estudos recentes feitos com animais mostram que o consumo de cogumelos está associado a uma redução do colesterol, afastando encrencas como infarto e derrame. Sabe-se que a betaglucana contribui para a saúde do coração ao se unir às moléculas de gordura que ameaçam o peito, eliminando-as pelas fezes.

8. Garantir boas doses de vitamina D

Algumas espécies, como o shimeji, possuem ergosterol, um precursor dessa vitamina. Mas, para que o corpo tire proveito dos benefícios que o nutriente oferece aos ossos, ao sistema cardiovascular e até à imunidade, não basta se entupir de cogumelos – é preciso tomar sol. “A radiação ultravioleta provoca alterações moleculares que transformam a substância em vitamina D de fato”, explica Ramon Kaneno, professor de imunologia do Instituto de Biociências da Universidade Estadual de São Paulo, em Botucatu, no interior paulista.

9. Fortalece os ossos

Para ajudar na saúde dos ossos, o cálcio é essencial e adivinhem o cogumelo é uma grande fonte desse mineral. Basicamente, comer pequenas porções de cogumelo por dia supre a quantidade necessária de cálcio que o corpo precisa. Futuramente as chances de adquirir osteoporose ou degeneração óssea serão mínimas.

10. Cogumelos não contém glúten

Diante dessa revolução na alimentação, onde todo mundo quer ser fitness, a procura por alimentos sem glúten se tornou grande. A boa notícia é que os cogumelos são totalmente desprovidos de glúten. É claro que essa característica também faz a alegria dos intolerantes ao glúten que geralmente não tem muitas opções de alimentos.

Os Benefícios do Trigo

blog_beneficiostrigoO trigo (Triticum spp.) é uma gramínea cultivada em todo o mundo sendo a segunda maior cultura de cereais, a seguir o milho; a terceira é o arroz. O grão de trigo é um alimento básico usado para fazer farinha e, com esta, o pão, a pizza, na alimentação dos animais domésticos e como ingrediente na produção de cerveja.

Os benefícios do trigo são diversos, pois, possui grande quantidades de nutrientes essenciais para a saúde geral do corpo. Ele é altamente controverso, pois contém uma proteína chamada glúten, que pode desencadear uma resposta alérgica e prejudicial em indivíduos predispostos. No entanto, para as pessoas que toleram, o trigo de grão pode ser uma fonte rica de vários antioxidantes, vitaminas, minerais e fibras. O trigo é composto principalmente de carboidrato, mas também tem uma quantidade moderada de proteína.

A estrutura do grão do trigo é dividida em três partes: farelo, endosperma e gérmen. O farelo é a parte mais externa do grão. É rico em fibras, vitaminas do complexo B e magnésio e zinco. No endosperma encontra-se as grandes quantidades de carboidratos, que são a maior fonte de energia para o corpo. Já o gérmen conta com uma importante ação antioxidante por meio da vitamina E, que ajuda a combater os radicais livres. Essa parte do trigo ainda apresenta gorduras boas e vitaminas do complexo B.

Farinha de trigo refinado

O grão de trigo ao sofrer a moagem transforma-se em farinha. Nesse processo, o grão é submetida à pressão até tornar-se um pó bem fino, são retiradas as cascas e o gérmen. É recomendável sempre peneirar a farinha refinada armazenada, pois absorve umidade e acaba formando pelotas, o que tira a homogeneidade da massa, também ao peneirar areja a farinha e retira resíduos.

Farinha de trigo integral

É a mais recomenda pelos nutricionistas, o grão de trigo é todo transformado em farinha pelo processo de trituração dos grãos inteiros. É mais fina e escura e mais perecível que a refinada, portanto apresenta um prazo de validade menor. Tem mais fibras e nutrientes que estão ausentes na farinha refinada, esta farinha não deve ser peneirada.

É um alimento indicado para ser consumido no dia a dia, pois contribui para uma boa digestão e para a manutenção da boa forma, ajuda a espantar a insônia e a ansiedade, aumenta a capacidade de concentração e a disposição física, reduz o risco de doenças coronárias, mantêm a flora intestinal saudável, controla os níveis de colesterol, etc.

Vale recordar também que o trigo auxilia no controle da diabetes, pois os alimentos ricos em fibras e de baixo índice glicêmico ajudam a retardar a absorção da glicose. Valendo a pena incluí-lo em nosso cardápio, uma vez que várias receitas podem ser preparadas com trigo, como saladas, massas, pães, bolos e outros.trigo3

As formas de apresentação do trigo para consumo:

Trigo em grão

É rico em ácido glutâmico, um tipo de aminoácido. É muito utilizado na culinária árabe, como no quibe cru.
Após cozidos podem ser adicionados em saladas, sopas e outros pratos.

Farelo de trigo

É uma fonte 100% natural de fibras alimentares que atuam de forma benéfica em todo sistema gastrointestinal, promovendo saúde por onde passa. É rico em fibras, pode ser adicionado em sucos, vitaminas, iogurtes e saladas de frutas. Recomendam usar 1 colher de sopa por dia.

Germe de trigo, ou gérmen de trigo

É uma parte bem pequena da semente de trigo e o nome é relativo à germinação, pois é dessa parte que uma nova planta surgirá, esta é a parte germinativa da semente. Tem uma lista praticamente interminável de nutrientes, como as proteínas, ferro, sais minerais, vitaminas (vitamina E)…, que garantem benefícios à saúde, também a quem pratica atividades esportivas. Pode ser adicionado a saladas, sopas, vitaminas, sucos, iogurtes e utilizado para enriquecer massas de pães e bolos. Recomendam usar 4 a 5 colheres de sopa por dia.

Farinha de trigo integral

Tem valor calórico semelhante ao da farinha branca e apresenta mais vitaminas, proteínas e fibras. Podem ser preparadas massas, bolos, biscoitos e pães integrais.

Os Benefícios da Linhaça

blog_beneficioslinhacaA linhaça é a semente do linho (Linum usitatissimum) e é conhecida desde 5 mil a.C., na região da Mesopotâmia. Ela é considerada um alimento funcional e existem dois tipos: uma dourada que é rica em ômega 3, 6 e 9, enquanto a linhaça marrom possui apenas ômega 3. Ambas são benéficas para o coração, intestino e até mesmo prevenindo alguns tipos de câncer. Ricas em fibras atuam na liberação da glicose no sangue e reduzem, por tabela, o acúmulo de gordura no corpo. E ainda é uma alternativa de cereal sem glúten.

São compostas de 41% de gordura, 28% de fibras, 21% de proteína, 4% de resíduos e 6% de outros carboidratos (entre eles: açúcares, ácidos fenólicos, lignana e hemicelulose). No entanto, essa gordura tem uma quantidade enorme de ácidos graxos do tipo ômega 3 (usados no combate a obstruções em artérias, responsáveis por doenças do coração).

Na casca da linhaça encontra-se uma mistura de minerais, proteínas e vitaminas. A vitamina E ajuda no funcionamento celular, por isso afasta o envelhecimento precoce e doenças degenerativas.

A linhaça é encontrada em quatro formas para consumo:

1 – Farinha de linhaça
Pode ser adicionada a sucos, saladas, frutas e iogurtes, e por já estar triturada, o que garante uma melhor absorção de todos os seus nutrientes, além de conservar as fibras.

2 – Grão
Ao consumir a linhaça em grãos, o ideal e mastigá-la muito bem para quebrar sua casca. Como ela é feita de celulose, não é digerida no intestino e acaba se tornando uma barreira para os nutrientes. Outra forma de garantir o consumo de seus nutrientes é triturá-la, mas só é possível conservar esse alimento na geladeira por quatro dias, mais do que isso ela perde seus nutrientes essenciais. Você pode batê-la diretamente com sucos, iogurtes e vitaminas.linha-2

3 – Óleo de linhaça
Quando é prensado a frio, ele se torna uma boa opção e pode ser utilizado em preparações prontas, como temperar saladas. Porém esse óleo não pode ser aquecido nem prensado no calor, pois as altas temperaturas anulam suas propriedades. Por isso, é preciso muito cuidado ao comprar. Além disso, essa versão perde as fibras.

4 – Suplementos
O consumo do de óleo de linhaça pode ser manipulado em cápsulas. Normalmente, por conta da manipulação e de todo processo de encapsulamento, elas acabam sendo menos efetivas do que o alimento in natura, mesmo assim seu consumo dessa forma deve ser receitado por um médico nutrólogo.

Conheça 10 Benefícios da Linhaça:

1 – Diminui os sintomas da menopausa, como: suores, dores de cabeça e insônia;
2 – Reduz o colesterol;
3 – Auxilia na redução do peso;
4 – Combate as espinhas;
5 – Proporciona equilíbrio nos hormônios;
6 – Modulação do sistema imunológico;
7 – Ajuda controlar o diabetes;
8 – Regula o intestino;
9 – Previne alguns tipos de câncer;
10 – Protege a saúde dos ossos.

Você conhece o protocolo Budwig?

Em 1931, o dr. Otto Warburg ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia por suas pesquisas sobre a respiração celular.
Ele declarou: “O crescimento das células cancerosas é iniciada por uma relativa falta de oxigênio. O câncer não pode viver em um ambiente rico em oxigênio”.

Na década de 1950, a dra. Johanna Budwig, uma das mais conceituadas bioquímicas da Alemanha e uma das melhores pesquisadores de câncer de toda a Europa, desenvolveu um tratamento simples que é até hoje considerado uma das melhores alternativas para a obtenção da cura do câncer de forma natural.
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Ela nasceu em 1908 e viveu até os 95. Sete vezes ela foi indicada ao Prêmio Nobel de Medicina.

A dra.Budwig tinha uma taxa de sucesso de 90% com seu tratamento para todos os tipos de pacientes com câncer.

A dieta Budwig, criada pela médica alemã em 1951, auxilia no tratamento de hipertensão arterial, câncer, artrite, artrose, esclerose múltipla e outras patologias.

A cientista alemã descobriu que a gordura da semente de linhaça é o elemento-chave na cura do câncer.

A Dra. Budwig concluiu, depois de vária pesquisas, que todos os pacientes diagnosticados com câncer tinham uma característica comum: um sistema imunitário profundamente debilitado e carência profunda de muitos micronutrientes, principalmente de ácidos graxos essenciais, como ômega 3 e ômega 6.

Ela prescrevia uma dieta quase toda vegetariana e a ingestão de óleo de linhaça – fonte abundante de ômega 3 e 6 – misturado ao queijo cottage, a proteína sulfurada que facilita o transporte dos elétrons das moléculas de ômega 3 e 6 para dentro das células, para reabilitar uma respiração celular eficiente.

É claro que um tratamento tão simples, gera muita desconfiança, especialmente dos mais céticos. Mais de 11 mil pessoas trocam experiências e relatam casos de cura de câncer num grupo no site do Yahoo chamado flaxseedoil2.

O grupo é aberto e qualquer todos podem participar. Você pode acessar a página clicando no link abaixo.

https://groups.yahoo.com/neo/groups/FlaxSeedOil2/info

O carro-chefe do protocolo da dra. Budwig é uma mistura de óleo de linhaça puríssimo, prensado a frio e o mais fresco possível, com queijo cottage.

Esta é a receita do mix Budwig:

De meia a uma xícara de chá de queijo cottage pobre em gordura e orgânico.

Uma colher de sopa de óleo de linhaça (virgem, puro, prensado a frio, não processado).

Liquidifique os dois ingredientes, acrescentando um pouco de água para poder processar.

Tome diariamente.

DIETA RECOMENDADA PELA DRA. BUDWIG (SUGESTÃO)

Vegetais frescos: 4 a 6 xícaras.

Temperar a salada com óleo de linhaça e 1 a 2 colheres de semente de linhaça moída na hora.
Incluir brócolis, couve e cogumelos maitake.

Frutas frescas: 3 a 4 de tamanho médio ao dia.

Peixe fresco (de preferência de água fria, como bacalhau e sardinha): 120 a 250 gramas.

Carne fresca: sem hormônios, sem antibióticos e pobre em gordura: 100 gramas duas a três vezes por semana.

Pão integral e cereais integrais: de 3 a 4 porções ou copos.

Líquidos

Água mineral sem gás, se possível purificada por osmose reversa e ozonização – 8 copos ao dia.

Suco de frutas frescas (os sucos cítricos devem ser tomados longe do óleo de linhaça com queijo cottage).

Desjejum

Suco de frutas

Cereais: semente de linhaça, grãos integrais, salada de frutas, a mistura de óleo de linhaça com queijo cottage, 1/3 a ½ xícara de leite pobre em gordura e mel, tudo no liquidificador.

Ovos: misture 2 ovos caipiras, sem hormônios artificiais, com 1 colher de chá de óleo de linhaça e 1 colher de sopa de queijo cottage.

Adicione tomate picado, cebola, pimentão, ervas e especiarias e lentamente cozinhe ou asse.

Almoço e jantar

Salada: qualquer mistura de vegetais e folhas verdes ou frutas.

Molho da salada: misture queijo cottage com óleo de linhaça e acrescente 1 colher de sopa de mel e ½ colher de mostarda dijon;

creme italiano: vinagre e ervas italianas (acrescente combinações de mostarda, alho, cebola em pó e anchova amassada);

picadinho de espinafre, abóbora, salsinha e limão;

picadinho de chili, pimentão vermelho, tomate, cebola, ervas e especiarias;

mel, nozes esmagadas, sementes de linhaça ou gergelim moídas e uma pitada de canela, limão ou mostarda, se desejar.

Sopa

1. Dilua a mistura básica com leite de baixo teor de gordura e acrescente tomate, alho, cebola, abóbora e pimentão.

2. Prepare sua sopa preferida da maneira usual e acrescente o mix Budwig.

3. Faça uma sopa de tomate e cebola do modo usual e acrescente o mix Budwig.

Use vegetais levemente cozidos e depois cobertos com óleo de linhaça e especiarias.

Mel e óleo ficam ótimos com milho e batata-doce.

Batata assada é ótima com o mix Budwig ou somente com óleo ou cebola.

Sobremesa

A mistura básica mais uma xícara de pêssegos, cerejas, nozes, castanha-do-pará, noz-pecã, amêndoa, canela e mel.

Você pode encontrar mais informações nos links abaixo:

http://www.urantiagaia.org/vital/cancer/pratica/GuiaPratico-e-Receitas.pdf

The Full Budwig Diet and Daily Meal Plan

Consulte sempre seu médico!

A História de Nápoles

blog_historianapolesNápoles, em italiano Napoli, cujo centro histórico é Patrimônio Mundial da UNESCO, é conhecida mundialmente pela sua história, sua música, seus encantos naturais e por ser a terra natal da pizza. A cozinha napolitana tem antigas raízes históricas que remontam ao período greco-romano e foi enriquecida ao longo dos séculos com a influência das diferentes culturas que tiveram lugar durante várias dominações da cidade e do território circundante. Muito importante foi a contribuição da imaginação e da criatividade dos napolitanos na variedade de pratos e receitas agora presentes na cultura culinária napolitana.

Situada ao sul de Itália, na região da Campânia, com cerca de 1 000 000 habitantes e com cerca de 4 400 000 habitantes na região metropolitana (que compreende áreas na província de Caserta, Avellino e Salerno). É a terceira cidade mais populosa da Itália após Roma e Milão e tem a segunda ou terceira maior região metropolitana do país. Estende-se por uma área de 117 km², de densidade populacional 849 hab./km².

Como a capital do reino, a cozinha de Nápoles também absorveu uma grande parte das tradições culinárias de toda a Campânia para alcançar o equilíbrio certo entre pratos de terra (massas, vegetais, produtos lácteos) e frutos do mar (peixes, crustáceos, moluscos). Apesar dessa contaminação que ocorreu ao longo dos séculos, a cozinha napolitana ainda tem um repertório de pratos, ingredientes e preparações que caracterizam uma identidade cultural distinta, incluindo aqueles preparados com os ingredientes mais simples que são extremamente refinados.

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Essa diversidade se dá a sua história já que foi construída a poucos metros de uma outra cidade já existente, Partênope, que passou a ser chamada de Paleópolis. Foi conquistada pelos romanos em 327 a.C. durante a Segunda Guerra Samnita. No século VI d.C., passou para domínio bizantino e, no século VIII, constituiu-se em ducado independente. Em 1139, passou a pertencer ao Reino da Sicília. A universidade foi fundada em 5 de Junho de 1224. Passou a ser, no final do século XVIII, a capital do reino. Em 1282, passou para a coroa de Aragão, sendo denominado reino de Nápoles. No século XIX, passou a ser independente, sendo anexada ao Reino da Sardenha em 1860 e ao Reino de Itália em 1861.

Nápoles tem um clima tipicamente mediterrânico, com invernos moderados e chuvosos e verões quentes e secos, porém sempre refrescados pela brisa marítima que raramente falta no seu golfo. O sol esplende mediamente por 250 dias por ano. A classificação climática das comunas italianas insere a cidade na zona climática C. A particular conformação morfológica do território leva a que a cidade apresente diferentes microclimas, com a possibilidade de encontrar variações atmosféricas significativas movimentando-se apenas de poucos quilômetros.

athes-napoli-288Nápoles resume as principais características do sul da Itália. Resumida em uma cidade, a combinação de belezas naturais, calor humano, agitação e uma certa dose de perigos urbanos. De seu fervilhante centro repleto de deliciosos cafés e doceiras às colinas de Vomero, acessíveis via teleférico e das quais se contempla o azul do Mar Tirreno, sem contar a parte antiga e o vulcão Vesúvio são atrações que deixam seus visitantes apaixonados. Andar por suas vielinhas, embaixo das insubstituíveis roupas penduradas nos infinitos varais, é uma experiência única. Excursões ao Vesúvio e às cidades que o vulcão aniquilou, Pompeia e Herculano, é uma jornada intensa. Mas Nápoles vai além tendo o esplendor de suas várias igrejas, como o Duomo, sede maior da festa de San Gennaro, a Cappella di San Severo e o Monastero di Santa Chiara. Tem ainda a imponência de fortalezas como o Castel dell’Ovo, que parece flutuar sobre uma pequena ilha, e Maschio Angioino. Nápoles se completa com a fartura de oferta cultural, distribuída por lugares como o majestoso Teatro di San Carlo, que já foi o maior e ainda é um dos mais belos do planeta, e museus do porte do Archeologico Nazionale e do Capodimonte , no qual estão guardadas obras de El Greco, Botticelli e outros mestres. Pode-se também se deliciar na Antica Pizzeria Port’Alba, a mais antiga do mundo datada de 1738 nas ruas de Nápoles, sendo transformada em loja em 1830.

Os Benefícios da Cebola

1As cebolas pertencem à família allium e são amplamente cultivadas e consumidas em todo o mundo. Seu nome científico é Allium cepa, Lineu. Em sistemas taxonômicos mais antigos, pertencia à família das Liliáceas e subfamília das alioídeas – taxonomistas mais recentes incluem-na na família das Alliaceae. O termo refere-se, também ao seu bulbo constituído por folhas escamiformes, em camadas. As suas flores estão dispostas em umbela. As plantas jovens, com o bulbo pouco desenvolvido e sem flor, são chamadas também de cebolo.

A cebola fornece cerca de 45 calorias por 100 gramas do seu consumo. Ela contêm uma elevada porcentagem de água e é rica em hidratos de carbono e fibra dietética. Além disso, o cebola é rico antioxidantes como fenóis e flavonóides. e as vitaminas e minerais como a vitamina C, as vitaminas do complexo B, ferro, o cálcio, zinco, manganês e magnésio. Confira abaixo os 10 benefícios da cebola para saúde.

No Brasil, a cultura foi introduzida pelos portugueses no litoral do Rio Grande do Sul, que até hoje é uma tradicional área de produção.

Você sabia que Alexandre o Grande fortalecia suas tropas para as batalhas servindo-lhes grandes quantidades de cebola? E que nas tumbas egípcias também há muitas pinturas de cebolas? Saiba que os registros históricos das cebolas são maiores que de qualquer outra planta.

De acordo com os antigos escritos hebraicos, depois da saída do Egito, a cebola era um dos alimentos mais desejados pelos judeus. E foi através da história que a cebola teve poderes quase que mágicos atribuídos pelos curandeiros, servindo para tudo, desde a calvície até infecções.

Cada 100 gramas de cebola (Allium cepa) contém:

calorias – 33 kcal
proteínas – 1,5 g
gorduras – 0,3g
vitamina A – 125 U.l.
vitamina B1 (Tiamina) – 60 mcg
vitamina B2 (Riboflavina) – 45 mcg
vitamina B3 (Niacina) – 0,15 mg
vitamina C (Ácido ascórbico) – 10 mg
potássio – 180 mg
fósforo – 45 mg
cálcio – 35 mg
sódio – 16 mg
silício – 8 mg
magnésio – 4 mg
ferro – 0,5 mg

Segundo a ANVISA, a cebola é considerada uma especiaria. Por definição, especiarias são os produtos constituídos de partes como raízes, rizoma, bulbos, cascas, folhas, flores, frutos, sementes e talos de uma ou mais espécies vegetais, tradicionalmente utilizadas para agregar sabor ou aroma aos alimentos e bebidas.

Dentre as inúmeras variedades, elas são divididas em duas categorias:

– cebola da primavera ou cebolinha, de sabor suave, com folhas verdes e bulbos comestíveis.

– cebolas redondas – apresentam sabor mais forte e pele externa seca que se desprende. cebola

A melhor forma de aproveitar os benefícios é consumindo a cebola crua. A cebola roxa cortada em fatias pode deixar sua salada mais colorida e saudável. Você também pode incrementar o sanduíche natural com um pouco de cebola cortada em cubinhos. A dica é comer pelo menos 1 unidade do vegetal cru por semana. Se for refogar, não deixe fritando por mais de 5 minutos.

De acordo com a equipe da pesquisadora italiana Carlotta Galeone foi concluído: “Entre quem come o equivalente a uma cebola durante a semana, a probabilidade de desenvolver um câncer qualquer chega a ser 14% menor”.

Não foi por acaso que fizeram a comparação. Eles queriam avaliar os benefícios da hortaliça para a saúde, uma vez que a cozinha de seu país usa e abusa do ingrediente. Já existiam, é bem verdade, estudos ligando seu consumo à diminuição do risco de tumores de estômago, intestino e próstata. Os cientistas de Milão, porém, expandiram essa visão. Na sua amostragem, não só esses, mas todo tipo de tumor era mais comum no primeiro grupo – o dos sem-cebola.
Outra descoberta dos italianos: a proteção parece ser proporcional às porções ingeridas. Assim, duas cebolas semanais são suficientes para derrubar em 56% o perigo do câncer de laringe, em 43% o de ovários e em 25% o de rins. E aqueles que comem com gosto muitos anéis distribuídos pela salada do almoço e do jantar, em quantidade correspondente a uma cebola inteirinha por dia, estão ainda mais resguardados. “Aí, as chances de câncer colorretal são 56% menores e o de boca, 88%”, assegura Carlotta. E não foi só isso o que a ciência confirmou nos últimos tempos. Confira outros benefícios que a cebola traz para o organismo:

1 – Melhora a circulação;
2 – Previne a anemia;
3 – Ajuda a aliviar o resfriado;
4 – Propriedades depurativas e diuréticas;
5 – Previne doenças do sistema nervoso;
6 – Ajuda a controlar a hipertensão;
7 – Emagrecer e controlar o peso;
8 – É antioxidante;
9 – Melhora a asma e inflamações;
10 – Antisséptica.

A História da Lasanha

blog_histlasanhaLasanha (lasagna em italiano) é um prato feito com camadas alternadas de massa, queijo e molho de carne ou outros. O nome lasagna vem do latim làganum e do grego λάσανα (làganon) que significa flácido, macio. Os romanos teriam assimilado a palavra como “lasanum”, que significa “panela” em latim. Os italianos usaram a palavra para se referir ao prato em que a lasanha é feita. Mais tarde, o nome do alimento assumiu o nome do prato e é utilizada ainda hoje em certas regiões da Itália para denominar as placas produzidas com farinha de trigo e água, vinho ou ovos. No início, a massa era aberta com um rolo de madeira chamado laganaturum, ou “lasanhador”. A massa era cortada em formas de quadrados ou losangos e cozidas em caldos de carne ou de vegetais.

Apesar de tradicionalmente se acreditar que a lasanha é um prato tipicamente originado na Itália, tem-se evidências de que há um prato muito similar conhecido como “loseyns” (lê-se lasan), comido na corte de Rei Ricardo II no século XIV. Esta receita também figurou no primeiro livro de receitas da Inglaterra.

Dois livros de receitas diferentes, ambos provenientes do Tribunal de Nápoles (Corte Angioina di Napoli), oferecendo as receitas mais antigas para a preparação de uma lasanha que temos notícia. Este é o Anonimo Meridionale datado entre 1238-1239, em que aparecem várias receitas para lasanha e o Liber de Coquina (1304-1314), que apresenta de uma receita lasanis.libcoq

A lasanha foi primeiro documentada no século XIII, quando foi usado num prato às camadas, esta versão mais antiga não incluia tomate, pois este ainda não tinha sido descoberto pelos Europeus. Muitas receitas usam diferentes queijos, mas os preferidos são o ricota e o parmesão. A clássica Lasanha à Bolonhesa usa apenas Parmigiano Reggiano. Muitas receitas também juntam molho bechamel.

Francesco Zambrini, um conhecedor do século XIX, descobriu receitas de lasanhas antigas nas quais a lasanha vinha sendo postas em tiras ou poderia ser permanecida intacta, tendo várias camadas recheadas de queijo.

Após esta invenção, Zambrini publicou a receita em um livro de pratos de comidas e, graças a ele, desde então a lasanha foi realizada sempre conforme a conhecemos hoje em dia, em camadas. Com o passar dos dias, a lasanha tranformou-se em um prato bastante famoso e amado no mundo todo, graças a diversos bares de Bolonha, os quais produziram a popular lasanha à bolonhesa e passaram a servir aos clientes no começo do século XX. Entretanto a glorificação veio em 1935, assim que o jornalista Paolo Monelli cita a comida no seu livro nomeado “Il ghiottone errante” (O glutão errante). Atualmente a lasanha pode possuir os mais infinitos tipos de recheios, desde os clássicos, até invenções caseiras.

Mas sem a prova concreta da origem do prato, cozinheiros constituem sua invenção à Itália do século 16. Na cidade de Bologna, cozinheiros construíram um prato em que as lasagna eram colocadas em camadas levando recheio entre uma e outra. Esse recheio, chamado balsamella, era composto de manteiga, farinha, leite e especiarias, como a noz-moscada. Por volta de 1720, na região da Sicília, as mulheres de pescadores e carreteiros realizam uma nova combinação: o ammogghiu trapanisi.download-1

Elas untavam uma vasilha com azeite e intercalavam uma camada da massa com uma mistura de tomates, sal, manjericão e anchovas ou atum. No fim do século 18, em Bologna, chefs criaram um tipo de massa esverdeada que continha espinafre e eram combinadas com um molho de carne moída, balsamella, e fatias de mozzarela entre cada lâmina da massa. Atualmente, são inúmeras as possibilidades de recheio para este prato tão apreciado da culinária italiana.

Os Benefícios do Manjericão

BlogmanjericaoO Manjericão ou Alfavaca (Ocimum sp) é uma planta perene originária da Ásia e África. Têm flores brancas e um pouco rosadas, uma das características das suas flores é a sua disposição tipo espiga. As suas sementes são pequenas e pretas. Costuma-se retirar suas primeiras florações para aumentar o número de folhas e o ciclo da planta. Na culinária, as folhas são utilizadas como um tempero aromático, particularmente na tradicional pizza margherita, e como ingrediente básico do pesto genovês. Pode ser consumida também como chá e traz grandes benefícios a saúde por suas propriedades tônicas e digestivas, sendo indicados ainda para problemas respiratórios, reumáticos e dores de cabeça.

O óleo essencial tem uma composição complexa e variável, sendo os mais importantes componentes aromáticos o cineol, linalol, citral, estragol, eugenol e cinamato de metila. Outros monoterpenos (ocimeno, geraniol, cânfora), sesquiterpenos (bisaboleno, cario­fileno) e fenilpropanóides (metil eugenol) podem estar presentes, em concentrações variáveis, com forte influência sobre o sabor.

Fonte de fibra dietética, água e proteínas, o manjericão ainda é rico em vitaminas A, B, C, E e K, além de minerais como o cálcio, zinco, manganês, magnésio, ferro e potássio. Sendo indicadas para o ardor ao urinar, para compressas que devem ser aplicadas nos mamilos doloridos das lactantes, auxilia à boa circulação e inibe dores reumáticas, combate tosse e resfriados, além de reduzirem a inflamação da pele, são utilizadas no tratamento de outros problemas como micose, psoríase, acne e picadas de insetos. Devido aos seus compostos fenólicos, esta planta possui um elevado potencial antioxidante, que atuam no combate e na propagação dos radicais livres que estão associados ao envelhecimento precoce e a doenças degenerativas como câncer e doenças cardiovasculares e neurodegenerativas como o Parkinson e o Alzheimer.fresh-basil_3

Para preparar o chá de manjericão, você vai precisar de:

– Aproximadamente 10 folhas de manjericão
– 1 litro de água

Ferva a água e adicione as folhas lavadas e higienizadas e então tampe. Deixe descansar por dez minutos, coe e consuma duas vezes ao dia. Se os sintomas persistirem consulte um médico.

Os Benefícios da Pimenta

Blog_beneficiospimentaAs pimentas são da família Solanaceae e são benéficas para o organismo. As pimentas do gênero Capsicum possuem atividades antimicrobiana, anti-inflamatória, anticancerígena, melhoram a digestão, estimulam a circulação sanguínea e garantem uma melhor visão, cabelos e unhas fortes, menos resfriados e gripes. Também diminuem os níveis de colesterol e, por ter efeito termogênico, aceleraram o metabolismo e ajudam a emagrecer. São ricas em minerais, como ferro, magnésio e vitaminas A, B6, C e E. Atua na prevenção e tratamento de doenças como artrite, reumatismo, Alzheimer, Parkinson, derrames cerebrais, ataques cardíacos e câncer. Quanto maior a pungência maior o benefício, mas a moderação no consumo é recomendada. Jalapeño, pimenta de cheiro, pimenta de bode, cumari-do-Pará, malagueta, dedo-de-moça, murupi, biquinho e cambuci ou chapéu de frade são as mais comuns no Brasil. Muito utilizadas na medicina ayurvédica, originada na Índia há mais de 7 mil anos e servia de base para a medicina tradicional chinesa, árabe, romana e grega.

A pimenta possui valor calórico insignificante, pode ser consumida in natura, nos temperos de diversos pratos e também em conservas. Apenas 3g de pimenta por dia, já garantem que a pessoa usufrua de seus benefícios.pimentanutri

Apesar da controvérsia sobre os alimentos serem afrodisíacos de fato, a pimenta é conhecida como um dos alimentos que estimulam a libido, o desejo sexual e é relacionada à sensualidade em diversos segmentos. Existem propriedades que mexem com os sentidos do olfato e paladar, e seu aroma e sabor picante podem estimular os neurotransmissores ligados ao prazer.

Não existe uma quantidade determinada para o consumo da pimenta. Pessoas que não têm problemas de saúde, como gastrite ou hemorroidas, podem ingerir a pimenta entre uma ou duas vezes ao dia.

Em Napoli – Itália, a pimenta (Il Corno) é um objeto supersticioso e acredita-se que utilizado como amuleto ou pendurado na porta de casa ou na empresa protege do mau olhado, traz sorte e é em talismã para ter sucesso nos negócios.

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